EDUCAÇÃO SEXUAL NA ADOLESCÊNCIA

PARTE 1
A educação sexual nas escolas e na família sempre acaba possibilitando à criança e ao adolescente a estruturação de valores intelectuais, morais e conhecimentos científicos sobre as vidas sexual e afetiva, que ajudam na formação de suas personalidades, onde os exemplos, principalmente dos pais, são caminhos que abrem o diálogo, à franqueza e à confiança.
Tem-se observado que a indiferença familiar, a ignorância, os fatores socioeconômicos e a exploração comercial do erotismo nos meios de comunicação são estimulantes para experiências sexuais e outras, todas prematuras.
As informações técnicas, referentes à parte biológica da sexualidade masculina e feminina, não aumentam a gravidez na adolescência, isto porque na maioria das vezes alguns jovens de ambos os sexos, conhecedores dos métodos anticoncepcionais, negligenciam o seu uso por acharem que estão distantes de riscos e não por os desconhecerem. Assistimos assim que as informações de colegas, amigos, parentes e até religiosos, ou aquelas produzidas em revistas, nem sempre são claras ou confiáveis.
Temos que lembrar que a puberdade é o conjunto de transformações psíquicas e fisiológicas ligadas à maturação sexual, que se caracteriza pela mudança hormonal, que culmina com a passagem da infância à adolescência de ambos os jovens, onde ocorrem grandes conflitos e uma imensa necessidade de autoafirmação, produzidos pela interiorização de valores psicossociais que visam elaboração de projetos que fazem o jovem se integrar à sociedade.
Nesta fase há também manifestações da libido (prazer) e da energia sexual reprodutora e conflitos que surgem pela falta de harmonia entre o corpo e a mente que poderiam ter sido evitados ou amenizados em fase anterior.
O que isto causa?
Pais e/ou familiares reagem mal a essas modificações de seus filhos, netos, sobrinhos, etc…, mesmo porque estes não querem mais ser tratados como crianças, gerando problemas, agravados muitas vezes pela separação dos pais, novos relacionamentos desses pais, o que provoca agressividade e rebeldia, que por diversas vezes os levam ao uso de drogas, para amenizar angústias e dores da alma.
Proposta de Resolução: procurar superar estas fases com respeito, carinho, responsabilidade afetiva e tolerância entre os jovens e os mais velhos; não se devendo exigir dos pais mais do que eles podem oferecer, e menos que deveriam impor aos seus filhos, sem a necessária exposição de motivos comunicantes ou aceitáveis. O aprimoramento dessa conduta irá refletir-se em ambos, promovendo uma relação familiar melhor.
Chamamos atenção também para os sinais de paixão, sentimentos de posse, sacrifício, ciúme, insegurança afetiva, e carências psicossexuais, onde neste período ocorre a projeção de um modelo, que se estabelece entre o jovem e um ente querido (pai, mãe, ídolos, ou quem admirar ou desejar), este pode também amar ou apaixonar-se por esse modelo, embora esse amor seja passageiro, ou tratar-se de pura amizade, mas que esta capacidade não deve ser menosprezada.
Por tratar-se o assunto de um tema complexo, escreveremos uma segunda parte na próxima semana.
Referência: Revista Delfos, autor E. Basílio
Linda de Fátima