O ESPIRITISMO E OS ESPÍRITAS

Muitos de nós espíritas fazemos muito mais pelo Espiritismo, mas, ironicamente, não permitimos que o Espiritismo faça muita coisa por nós.
Pode parecer um contrassenso o que acima afirmamos, porque dando recebemos, segundo a Lei Maior. Pedindo obteremos, ensina o Evangelho. Todavia é preciso ver se damos como convém dar e pedimos como convém pedir.
Por mais dedicados que sejamos no trabalho, geralmente executamos automaticamente, sem humildade e desprendimento. Por esta razão, é comum entre nós os espíritas, o que é orgulhoso, o vaidoso, o egoísta, o prepotente, o agressivo, o que tem complexo de superioridade, o rancoroso, o vingativo, o que tem rasgos de estrelismo e só faz trabalhos que o deixe em evidência, luta e tem apego pelos cargos, tudo igual à maioria dos serem comuns, não importa de que religião.
Isto não significa que não sejamos colaboradores úteis à doutrina, pois realizamos muito em favor do próximo. A oportunidade que perdemos é de não fazer por nós o mesmo que fazemos pelo semelhante. Lembro-me de saudosa poetisa goiana, Ana Lins de Guimarães Peixoto Brêtas, que adotou o pseudônimo de Cora Coralina e publicou seu primeiro livro aos 75 anos de idade, quando disse mais ou menos o seguinte: “Feliz quem divulga o que sabe; é mais feliz, quem aprende o que ensina”. Ou como se comenta no meio espírita, “Ele entrou no Espiritismo, mas o Espiritismo não entrou nele”.
Devemos ler este texto como uma forma de pensarmos sobre o que fazemos na casa e pela casa espírita, seja como aprendizes, trabalhadores ou discípulos.
A evidência de cargos e o apego às tarefas não tem um significado para o plano espiritual, pois estamos todo o tempo cumprindo nossas tarefas elaboradas antes da reencarnação.
Espero que leiam o presente texto e acionem em vossos corações todo o amor que temos ao trabalho, ao próximo e a nós mesmos.
Jornal Os Mensageiros