EDUCAÇÃO SEXUAL NA ADOLESCÊNCIA

PARTE 2
Continuando este tema da semana passada, falaremos sobre a capacidade de amar do adolescente, que não deve ser menosprezada. A mulher tem um processo de amadurecimento mais rápido que o homem, onde sua capacidade de amar chega mais cedo acompanhada de fantasias, mas sem as inclinações sexuais que atinge os homens.
Há pais (alguns), que tentam reprimir as manifestações afetivas e sexuais de seus filhos nessa fase, o que se deve na maioria dos casos a uma preocupação natural quanto aos riscos e consequências de uma atividade sexual prematura. É preciso que essa preocupação venha acompanhada de informações educativas, para que se evitem atitudes repressivas.
Sugerir uma disciplina sexual e educação afetiva através do diálogo supera os efeitos negativos de qualquer repressão, inclusive a sexual. Esta isoladamente gera revolta, enquanto a educação desperta o respeito.
A adolescência dos filhos entre os efeitos psicológicos realça frequentemente nos pais as sensações de envelhecimento e de aproximação da própria morte, o que os faz sentir o prenúncio do término de um ciclo biológico e a abertura de outros ciclos mais definitivos, porém isto não deve ser considerado negativamente pelos pais que compreendem e aceitam esta realidade dos ciclos.
Pode-se falar ainda na dor da existência do ciúme de pais em relação aos filhos, onde a causa única e primeira deste comportamento afetivo, social e sexual é o egoísmo, onde se manifestam todas as atitudes contrárias ao respeito ao ser humano e a responsabilidade do indivíduo com sua própria vida.
Sabe-se que a maioria dos seres humanos já nasce com o egoísmo, que acaba sendo reforçado pela família, que confirmam este egoísmo pelo instinto de conservação, porém, isto pode ser reconhecido e necessário através de uma autoanálise que possa fazer o trabalho educativo que leve ao seu afastamento.
Segundo Karina Picon, a convivência com os filhos deve ser um exercício de exemplos e amor, o que faz despertar em todos nos a capacidade de aceitarmos ocasionalmente nossas falhas, persistência, resistência de aceitarmos nossos próprios sentimentos e conflitos, por isso é importante darmos uma chance para que nossos filhos, nos deem também o privilégio de sermos ouvidos e respeitados.
Referência: Revista Delfos, autor E. Basílio
Linda de Fátima