JESUS E A PARÁBOLA DA DRACMA PERDIDA

Jesus começou a parábola da Dracma Perdida*, perguntando: “Qual é a mulher que tendo dez dracmas e perdendo uma, não acende a candeia, não varre a casa e não a procura cuidadosamente até encontrá-la?”
Os ouvintes se aproximaram para ouvir a resposta. E qual não foi a surpresa ao ouvirem Jesus responder: “Quando a encontrar, reúne as suas amigas e vizinhas e diz: alegrem-se comigo, porque achei a dracma que tinha perdido!”
E como toda parábola contém um fundo moral, Jesus arrematou: “Assim, digo a vocês que há alegria na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende!”
Dracma era uma moeda típica da época de Jesus.
Nessa parábola, tirada de uma situação muito comum de perda de uma moeda, Jesus mostra o conceito de salvação.
A moeda perdida significa uma pessoa em erro, um pecador.
A mulher significa os mentores espirituais.
Quantos de nós, de encarnação em encarnação, não nos perdemos nos erros, nos preconceitos, nos orgulhos, nos crimes? Todos nós.
E quantos de nós não fomos insistentemente procurados pelos mentores espirituais para que pudéssemos voltar ao caminho do bem? Todos nós.
A salvação, portanto, ocorre quando alguém que estava no caminho do mal se arrepende e volta ao caminho do bem.
Para isso, os mentores espirituais não cansam de nos procurar, de nos aconselhar, de nos iluminar, “varrendo a casa” do nosso coração para que possamos nos arrepender e, por opção própria, porque nunca há imposição, voltarmos ao caminho certo.
E com que alegria eles nos recebem! Com que festa eles promovem a nossa reentrada no caminho do bem!
A literatura espírita está cheia de histórias de pessoas que vagaram por muito tempo perdidas no umbral, e o esforço dos mentores e familiares para resgatá-las, bem como da alegria imensa do reencontro.
Hoje, nós somos as dracmas que foram perdidas e reencontradas.
Hoje, nós voltamos ao caminho do bem.
Hoje, nós podemos ajudar outras dracmas perdidas a serem encontradas.
Quantas pessoas não estão aí perdidas em dores morais, dores íntimas, inseguranças, medos?
Quantas pessoas não estão aí acamadas, vitimadas por doenças longas e difíceis?
Quantas pessoas não estão aí promovendo a desordem, a tirania, a corrupção, a maldade?
Todas essas pessoas são as dracmas perdidas que podemos auxiliar, por meio da nossa oração sincera, das nossas boas vibrações e do nosso exemplo reto.
Jovem! Nós não fomos abandonados no passado. Não vamos negar a alegria de voltar ao caminho do bem para aqueles que estão perdidos no caminho do mal. Se não podemos resgatá-los, pelo menos podemos ajudá-los, sendo um exemplo vivo dos ensinamentos do Mestre Jesus.
Vinicius Del Ry Menezes
*sugere-se a leitura do livro Parábolas e Ensinos de Jesus de Cairbar Schutel, editora O Clarim.