JESUS E A PERFEIÇÃO MORAL

Jesus disse para a multidão que desejava apedrejar a mulher adúltera: atire-lhe a primeira pedra quem estiver sem pecados.
Um a um, todos abandonaram o local.
Jesus olhou para a mulher e disse:
– Vá e não peques mais.
Ainda estamos muito longe da perfeição moral a que estamos destinados enquanto filhos de Deus.
Perfeição moral significa desenvolvermos ao máximo todas as virtudes, eliminando, por conseguinte, todos os vícios e defeitos que temos.
Aquela mulher flagrada em adultério quase foi apedrejada por diversas pessoas que também possuíam diversos defeitos morais.
Se não fosse Jesus mostrar a todos que ninguém ali era perfeito, ela teria sido morta contraditoriamente pelas imperfeições morais daqueles que a julgavam. Ou seja, quem se achava perfeito, possuía tantos erros, ou mais, quanto ela.
Por isso, em outra passagem, Jesus disse que do modo que julgássemos o nosso irmão também seríamos julgados.
Quando vemos a imperfeição alheia, aquele defeito do outro que nos incomoda, não devemos julgar a pessoa que o possui, mas observar atentamente se não temos o mesmo defeito.
Perceberemos que, o que nos incomoda no outro, temos em igual medida.
Inclusive, só percebemos no outro aquilo que temos em nós, tanto as virtudes quanto os defeitos. Mas, infelizmente, de forma infantil, julgamos o próximo na tentativa de diminui-lo e, inconscientemente, acabarmos com o nosso próprio defeito.
Essa, porém, não é forma de eliminarmos os nossos defeitos, rumo à perfeição moral.
Primeiro, devemos nos recolher em nossa própria consciência e aceitarmos, corajosamente, os nossos defeitos e virtudes.
Depois, devemos ter fé, ou seja, devemos querer nos melhorar.
Então, orar e vigiar em todos os momentos do dia para não praticarmos esses defeitos nas situações em que estivermos envolvidos.
Dia a dia, momento a momento, situação a situação nos fortaleceremos e, assim, nossos defeitos se diluirão e as virtudes se fortalecerão.
Mas devemos tomar cuidado porque, na base de todos os defeitos, está sempre o egoísmo, o maior de todos os defeitos.
Para enfrentá-lo, a lei moral de Justiça, Amor e Caridade é a mais indicada porque, ao sermos justos, amorosos e caridosos conseguimos olhar para o nosso próximo e, por mais defeitos que esse próximo tenha, conseguimos vê-lo como um irmão necessitado de nossa ajuda, embora ainda nos reconheçamos imperfeitos e também necessitados de ajuda.
Se todas aquelas pessoas que desejavam apedrejar a mulher adúltera tivessem agido assim, eles a teriam ajudado a compreender o próprio erro e como não o cometer de novo, ao contrário de quererem apedrejá-la. Mas, como eles tinham muitos defeitos inconscientes, queriam matá-la, inconscientemente acreditando que se libertariam dos próprios defeitos.
Jovem! Conscientize-se dos seus defeitos para que você possa se livrar deles por meio da lei moral de Justiça, Amor e Caridade. Atente-se para os seus atos diários e veja se você não está sendo egoísta com os outros. Dessa forma, você encontrará vários momentos em que poderá praticar a caridade, tornando-se, assim, uma pessoa mais virtuosa, e feliz, por conseguinte.
Vinicius Del Ry Menezes
*para um maior aprofundamento dessa lei, sugere-se a leitura do capítulo Perfeição Moral da obra O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.