JESUS E O CHAMADO

O Evangelho de Lucas narra, no capítulo 06, diversos fatos da vida de Jesus, nos quais o Mestre fez diversos chamados ao bem àqueles que o cercavam.
O discípulo conta que Jesus, em um sábado, chamou um deficiente físico para curá-lo. Lembrando que o sábado era um dia sagrado para os judeus e eles não deviam fazer nada nesse dia, muito menos chamar alguém para ser curado. Tomados de fúria, os fariseus passaram a perseguir Jesus que, tranquilamente, de lá se retirou.
Retirou-se para chamar seus doze discípulos, aqueles que iriam espalhar sua palavra e seu exemplo pelo mundo todo.
Junto aos discípulos, o Mestre ensinou para a multidão, espremida na base do monte, sobre as verdades divinas, chamando a consciência de cada ouvinte para o amor ao próximo como a si mesmo.
Por fim, Jesus perguntou:
– Por que me chamam Senhor, Senhor, mas não fazem o que eu digo?
Desde o início de sua missão divina, Jesus foi chamado de Mestre e de Senhor.
Até hoje o chamamos assim.
Porém, tanto hoje, como naquela época, a pergunta que o Mestre nos faz ainda é válida: por que não fazemos o que o Senhor nos pede e ainda assim continuamos chamando-o de Senhor?
Chamamos Jesus de Senhor, mas ainda não atendemos, de fato, ao chamado do Mestre as nossas consciências.
Dizemos que o seguimos, mas na verdade fugimos dele, embora ele nos chame todos os dias.
O Senhor nos chama por meio daquele morador de rua que sente frio.
O Senhor nos chama por meio daquela criança desvalida que precisa ser protegida.
O Senhor nos chama por meio daquele jovem prestes a atender o chamado da criminalidade.
O Senhor nos chama por meio daquele vizinho que passa fome e fingimos não ver.
O Senhor nos chama por meio daquele parente difícil que ignoramos.
O Senhor nos chama por meio daquele amigo necessitado de compreensão.
O Senhor nos chama por meio daquele professor rabugento.
O Senhor nos chama por meio daquele motorista de ônibus estressado pelo trânsito.
O Senhor nos chama por meio daquele porteiro profundamente entristecido.
O Senhor nos chama de tantas formas, por tantos meios, através de tantas pessoas e ainda assim não o escutamos.
Mas, na primeira necessidade, chamamos o Mestre em nosso socorro.
Jovem! O Mestre termina os ensinamentos desse capítulo, dizendo: “Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, é semelhante ao homem que, construindo uma casa, pôs os alicerces sobre a rocha; e vindo a tempestade, bateu a chuva com força naquela casa, mas ela não se abalou, porque tinha sido bem construída”. Portanto, ouça o chamado do Mestre para que sua consciência esteja, em todos os momentos, alicerçada em pedra firme.
Vinicius Del Ry Menezes